So, I’m alone.

Essa foi minha conclusão mais recente.

Há muito tempo eu não experimentava essa situação de estar sozinha. Bem sozinha. Sem confiar em ninguém, sem ter com quem contar, para onde correr, onde gritar por ajuda. Pois bem, atualmente estou sozinha.

Começou em um dia que eu estava doente e precisava ir no médico. Nenhuma ajuda. Nenhuma companhia. Ninguém que pudesse cuidar da minha filha para que eu fosse ver o que era essa febre cheia de calafrios que remédio nenhum abaixava. Também não tinha nenhum dinheiro no bolso para pegar um táxi. Nada.

Continuou nos finais de semana seguintes. Eu precisei ir para aula, precisei sair, precisei trabalhar. Ninguém. Nada.

Então é isso. Sozinha. Parece romântico, mas a situação é péssima. É triste. De repente você percebe que está tudo nas suas mãos, assim, só nas suas mesmo. Você não tem com quem dividir o peso. Esse tipo de solidão abre um certo buraco em nós, um vazio tão grande que cabe tudo o que se pode imaginar.

Mas eu como boa Poliana encontrei o outro lado disso. E essa solidão veio muito bem acompanhada de uma liberdade que há tempos estava guardada na gaveta.

Então, eu estou sozinha. Eu vou continuar estando sozinha não importa onde eu esteja. Então eu posso estar onde quiser. Eu posso pegar uma mochila com toda minha utopia, minha insatisfação crônica e minhas responsabilidades e cuidar de tudo isso sozinha em outro lugar. Então meu lar está todo em mim. Comigo.

Então, talvez eu finalmente esteja sozinha. Sozinha o bastante para ter só o silêncio, para me ouvir com mais clareza, para fazer da minha vida a vida que eu quero. Para ir embora para mais perto de mim. E vou.

Vou deixar minha solidão trocar de paisagem.

 

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So, I’m alone.

2 thoughts on “So, I’m alone.

  1. Alguém me disse, quando reclamei da minha falta de liberdade, que não dá pra se ter tudo… é, não dá…. então, resta-me uma pontinha (aguda) de inveja desta sua descoberta pollyanica a respeito da solidão!
    A propósito, que bom que comentou meu post, assim me fez vir aqui rever os seus textos e, outra vez, me deixar levar por esta sua melancolia gostosa!
    Um beijo,
    Áurea Cristina

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