Let’s live this dead end town

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We are such a mess. Não há nada em nós que não seja assim. Bagunçado. Ridículo. Nós somos uma bagunça ridícula.

Nós somos corações partidos, autoestima baixa, contas a pagar, utopias, depressões, indecisões e essa enorme vontade de fugir. Nós somos o medo da morte. E a vontade da morte. Nós somos esse eterno suicídio incompleto.

E eu choro com você. Eu choro por você.

Eu choro porque, de alguma forma, é incrível como no meio dessa infelicidade toda a gente se encontrou. E não solucionamos porra nenhuma na vida um do outro. Além do fato de termos um ao outro.

E continuamos aqui. Perdidos, fodidos. Tanto que só a gente sabe.

Eu choro porque é incrível, em meio a isso tudo, se dar conta de uma sinceridade visceral – a qual só a tristeza é capaz de produzir – que consegue ser maior que tudo isso.

Um dos pedaços mais honestos de mim – e você sabe que tenho muitos pedaços – deixo com você. Em cada abraço. Não há nada mais sincero do que a dor que partilhamos um com o outro. Você é o meu pedaço mais obscuro. Você é o meu segredo mais público. Você é meu espaço seguro.

Nós compartilhamos a miséria. Nós dividimos toda destruição que há dentro de nós um com o outro. E é por isso que sorrimos tanto juntos. Porque cara-a-cara com tantos destroços, só dá para pensar em construção.

Construção real. Feita a base dessa argila torta que somos. Porque é só nesse apoio que não corremos risco de desmoronar.

You’re my best friend and we’re dancing in a world alone.

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